Conselheiro de Segurança admite necessidade de ferramentas para dar “melhores respostas” aos crimes cibernéticos

 

Cidade da Praia, 22 Fev (Inforpress) – O Conselheiro de Segurança Nacional, Carlos Reis, admitiu hoje, na Cidade da Praia, que Cabo Verde tem dado “alguns passos”, mas que ainda precisa criar mais ferramentas para conseguir dar “melhores respostas” aos crimes cibernéticos.

O responsável falava aos jornalistas no final da cerimónia de encerramento do workshop de três dias realizado pela Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) para apoiar as autoridades cabo-verdianas e de países da Costa ocidental Africana na aplicação da lei no combate à crescente ameaça do crime cibernético.

“Cabo Verde está a dar passos que devem e podem ser acelerados, mas principalmente a nível das instituições mais críticas do país, como as financeiras e as públicas que têm a responsabilidades nesta matéria (…). Temos ainda um caminho grande para desenvolver algumas ferramentas integradas para que sejamos mais capazes de responder”, afirmou.

Para Carlos Reis, a investigação dos crimes cibernéticos é “extremamente complexo” para todos os espaços e países, porque exige capacitação “muito elevado” dos seus técnicos, motivo para considerar que a formação ministrada por especialistas em matéria de crime informático e propriedade intelectual do Departamento de Justiça dos EUA vai na linha da estratégia do Governo no combate ao cibercrime.

Segundo o responsável, Cabo Verde aprovou há cerca de dois anos a sua Estratégia Nacional de Ciber-segurança, assim como no início do ano passado a Assembleia Nacional aprovou a lei que aprova os crimes cibernéticos, lembrando que este fenómeno é global e real, já que basta estar conectado a uma rede de internet.

“Cibercrime é um problema global. Cabo Verde, como muitos países já tem uma economia ciber, por isso, é importante proteger contra a criminalidade nesse sector, porque os bancos, as outras companhias e famílias em geral utilizam internet”, partilhou da opinião o embaixador dos Estados Unidos em Cabo Verde, Donald L. Heflin.

O workshop que teve a participação das autoridades ligadas à aplicação da lei e segurança em Cabo Verde e representantes do Gana, Nigéria, Marrocos e Senegal, incluiu “uma visão geral do crime on-line em África”, “o uso da chamada Dark Web pelos criminosos”, “a lavagem de capital no ciberespaço” e “o papel da social media e a cooperação internacional em resposta ao cibercrime”.

Durante a formação que faz parte do compromisso da Embaixada dos Estados Unidos em trabalhar conjuntamente com parceiros de Cabo Verde para aumentar a prosperidade, garantindo estabilidade e segurança, os especialistas norte-americanos ajudaram os investigadores a aprender a usar e preservar evidências electrónicas durante o processo de investigação criminal.

DR/AA

Inforpress/Fim