Comunicação Social: MpD regozija-se com o relatório de RSF e diz que o País quer ser exemplo em África e no Mundo

 

Cidade da Praia, 26 Abr (Inforpress) – O Movimento para Democracia (MpD- poder) regozija-se com o relatório divulgado hoje pelos Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que coloca Cabo Verde na 27ª posição (32º em 2016), e revelou que o País almeja ser exemplo em África e no Mundo em matéria de liberdade de imprensa.

Em conferência de imprensa hoje, na Cidade da Praia, o secretário-geral do MpD, Miguel Monteiro, apelou ao Governo que continue a promover as condições para que no futuro Cabo Verde atinja ainda “melhores patamares”.

Miguel Monteiro considerou que a medida tomada recentemente em investir na Agência de Noticias Inforpress, demonstrou que o Governo está convicto na sua responsabilidade de continuar a apoiar a comunicação social e “transformá-la efectivamente no quarto poder”.

“Uma comunicação social forte é efectivamente a necessidade de um país democrático e o Governo do MpD fará todos os possíveis para que este sector seja cada dia mais firme e convicto do seu papel, para que tenhamos maiores níveis de liberdade de imprensa”, frisou.

Miguel Monteiro sublinhou que a partir de agora Cabo Verde terá de elevar a “fasquia” porquanto, “o que se pretende é que o País não seja só um exemplo em África, como também a nível mundial”.

“Qualquer melhoria é um aspecto positivo, mas queremos liderar esse pelotão, se for possível, e queremos trabalhar para que isso seja conseguido”, disse, sublinhando que o Governo já demonstrou que a comunicação social deve ser reforçada, para que a democracia seja cada vez mais consolidada.

De acordo com o relatório elaborado anualmente pela organização Repórteres Sem Fronteiras, “Cabo Verde se distingue pela ausência de ataques contra jornalistas e uma grande liberdade de imprensa, garantida pela Constituição”.

O documento sublinha ainda que o último processo por difamação ocorrido no país foi em 2002 e que, mesmo que grande parte dos media seja propriedade do Governo, sobretudo a principal rede de televisão (TCV), e a Rádio Nacional de Cabo Verde (RCV), os conteúdos não são controlados.

O relatório em apreço admite, no entanto, existir no País “um certo nível de autocensura” devido à pequenez do país e à paisagem mediática que encoraja os jornalistas a não entrar em atrito com potenciais futuros empregadores.

A Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Holanda ocupam os cinco primeiros lugares do “ranking” mundial da liberdade de imprensa, enquanto na outra ponta da lista estão a Correia do Norte, o último, a Eritreia, o Turquemenistão, Síria e China.

O índice da liberdade de imprensa é elaborado pelos RSF com base numa série de indicadores que avaliam, entre outros, o pluralismo, a independência dos ‘media’, o quadro legislativo em que operam e a segurança dos jornalistas quando realizam o seu trabalho.

OM/FP

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