Comité Regional da OMS para África debate no Senegal a agenda de transformação OMS/AFRO

Cidade da Praia, 28 Ago (Inforpress) – O ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, encontra-se no Senegal a participar na 68ª sessão do Comité Regional (RC68) da OMS para África, onde estão a ser debatidas questões ligadas à agenda de transformação OMS/AFRO e ao Orçamento-Programa 2020/21.

Na reunião, onde participam 47 ministros da Saúde e altos funcionários de países africanos, num total de 400 delegados, a ter lugar de 27 a 31 de Agosto, o Comité Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para África analisa, ainda, o relatório 2017/18 sobre o estado da saúde do continente, o surto de Ébola na República Democrática do Congo, estruturas para certificação da erradicação da poliomielite e controlo da cólera, entre outros tópicos importantes.

Os delegados ao encontro, segundo nota de imprensa do OMS, analisarão também o relatório de progresso sobre a implementação da Agenda de Transformação do Secretariado da Organização Mundial de Saúde na Região Africana 2015/2020, um documento que fala sobre os esforços de mobilização de recursos através do fortalecimento de parcerias para melhor apoiar os Estados Membros.

No que tange ao relatório sobre o Estado da Saúde em África, o Escritório Regional da OMS para a África admitiu, ontem, na sua apresentação que esta oferece uma actualização abrangente sobre o estado da saúde, os serviços relacionados e o desempenho dos sistemas de saúde e seu impacto.

“O relatório observa que as pessoas em África ainda têm acesso a uma gama muito limitada de serviços, uma situação contrária às expectativas de cobertura universal de saúde e que os adolescentes e idosos são excluídos, porquanto os países não garantem efectivamente que os serviços estejam centrados na pessoa e responsivos”, indica o documento.

O relatório, segundo uma análise do desempenho do sistema de saúde na região africana, mostra que o seu desempenho chega à quase metade (49%) da sua capacidade total, e que o acesso a serviços essenciais e a resiliência de sistemas de acidentes são as variáveis mais críticas que limitam o desempenho do sistema.

No continente africano, só em 2017, foram notificados mais de 150 mil casos de cólera, incluindo três mortes, em 17 países da região, pelo que os participantes na 68ª sessão do Comité Regional irão discutir sobre propostas para eliminar a cólera até 2030.

A proposta inclui o fortalecimento da vigilância epidemiológica e laboratorial, o mapeamento de áreas em tempo útil, o fortalecimento de parcerias e o engajamento da comunidade, aumentando investimentos em água potável e saneamento para as comunidades mais vulneráveis e promoção da pesquisa.

Dos seis relatórios apresentados constam também informações sobre o progresso da utilização de soluções de e-Saúde; Observatório Africano da Saúde; a Estratégia Técnica Global para a Malária; a Estratégia Global do Sector da Saúde para prevenção, cuidados e tratamento de hepatites virais; a Estratégia Global do Sector da Saúde para o VIH / SIDA 2016-2021 e o Quadro para a Implementação da Estratégia da TB Final na Região Africana 2016 –2020.

Por tudo isso, no seu discurso de abertura, a directora Regional da OMS para África, Matshidiso Moeti, defendeu que no continente a Cobertura Universal de Saúde (UHC) não é mais uma opção, mas uma necessidade urgente para se poder alcançar o objectivo de desenvolvimento sustentável 3.

O Comité Regional, o órgão dirigente da OMS na Região Africana, analisa o trabalho da OMS na região e fornece orientações sobre medidas para melhorar a situação da saúde nos Estados-membros

PC/JMV
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