Comissão Nacional de Eleições quer atrair jovens para o processo eleitoral

Cidade da Praia, 04 Dez (Inforpress) – A participação dos jovens constitui uma preocupação da Comissão Nacional de Eleições (CNE), com olhos postos um processo eleitoral inclusivo, visando a participação da juventude, tanto como eleitores, assim como titulares de cargos electivos do poder político.

A presidente da CNE, Maria do Rosário, manifestou esta preocupação à imprensa por ocasião da abertura da conferência sobre os 24 anos da CNE, intitulada “Os desafios da modernização e inclusão do processo eleitoral cabo-verdiano”, que decorre na Assembleia Nacional, Cidade da Praia.

Este processo, segundo a responsável da CNE, implica a participação de todos os cidadãos, nomeadamente jovens, mulheres, cidadãos com deficiência, em condição de igualdade.

“Vamos tentar traçar uma estratégia que passa pela educação, sensibilização e informação nas escolas e universidades, contando, naturalmente, com o apoio da comunicação social e de todas as organizações do Estado e também privado, que trabalham com o sector da juventude”, indicou Maria do Rosário.

A presidente da CNE notou, por outro lado, que “nestes 24 anos, a CNE tem consolidado como órgão da administração eleitoral independente e que tem dado o seu contributo na organização e gestão das eleições em Cabo Verde e que tem registado como ganhos a “realização de 19 eleições”, dos quais seis legislativas, seis presidenciais e sete autárquicas, “consideradas credíveis, transparentes, justas e com transição pacífica do poder”.

Considerou tudo isto como um “ganho fundamental” na consolidação da democracia formal, tendo apontado como próximos objectivos os desafios da inclusão, das acessibilidades, de conseguir garantir a igualdade de tratamento de todos os candidatos e do acesso à informação eleitoral e ao voto a todos os cidadãos eleitores.

Constituem ainda um grande desafio do processo eleitoral cabo-verdiano a sua modernização, que consiga estar acompanhado da segurança necessária à credibilidade do processo eleitoral, mas Maria do Rosário deixou claro que o “voto electrónico pode ser um caminho no futuro, mas não próximo, porquanto pressupõe primeiramente que o país reúna condições de infra-estruturas para suportar tal processo”.

A conferência decore de segunda a quinta-feira e tem como temáticas as “Técnologias de Comunicação e Informação & Eleições”, “Mídia Social & Eleições”, a “Sustentabilidade das Eleições”, “Acesso à Informação & Participação“ e “Esclarecimento Objectivo dos Cidadãos & Processo Eleitoral Inclusivo e Acessível” de entre outros.

SR/CP

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