Cimeira CPLP: Mulheres empresárias solicitam apoio das primeiras-damas para empoderamento das mulheres 

Santa Maria, ilha do Sal, 18 Jul (Inforpress) – A Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CPLP solicitaram hoje o apoio das primeiras-damas para o empoderamento classe, visando o aproveitamento das oportunidades de negócios no espaço lusófono.

O repto foi lançado durante um encontro realizado hoje, com as esposas dos Presidentes da República que se encontram na ilha do Sal a participar da XII Cimeira da CPLP, nomeadamente as primeiras-damas de Cabo Verde, da Guiné-Bissau e de Angola.

Segundo a presidente da Federação, Maria de Assunção Abdoula, foi um encontro de cortesia, mais que serviu também para apresentar às “madrinhas” o trabalho desenvolvido e sensibilizá-las para as áreas de negócios e para a necessidade de se empoderar as mulheres.

“Elas estão obviamente sempre disponíveis. Vão estar connosco naquilo que são os nossos objectivos que são o empreendedorismo feminino, fazer crescer e melhorar o ambiente de negócios entre as mulheres. Elas estão comprometidas com essas causas e vão nos dar todo o apoio”, disse Maria Assunção Abdoula no final do encontro.

A questão da mobilidade é uma também um assunto que preocupa a Federação das Mulheres Empresárias da CPLP. Segundo a presidente da agremiação é fundamental que haja essa abertura para a circulação dentro do espaço lusófono.

“É, obviamente, algo que nos preocupa porque os nossos países precisam de ter acesso a isso, o que nós pedimos é que os políticos têm de facilitar esta abertura, e que nesta cimeira que está a decorrer agora, os políticos abram as portas para que os nossos empresários façam a autoestrada”, disse.

Da parte das primeiras-damas, a anfitriã, Lígia Fonseca, garantiu que as mesmas vão utilizar as suas influências para dinamizar os projectos da associação que consistem no empoderamento cada vez mais das mulheres e de forma particular as mulheres empresárias.

“Nós podemos fazer tudo, mas se a mulher não tiver a sua autonomia financeira, se não for a senhora do seu destino, capaz de decidir como deve ser a sua vida, como sustentar os seus filhos, conseguir os meios para garantir a educação dos seus filhos nada muda”, disse.

Neste sentido, comprometeram-se a usar as suas influências e visibilidade, primeiro para chamar a atenção que é necessário resolver alguns problemas que ainda afectam a situação da mulher e depois, para mostrar o caminho, e através da união criar um espaço económico importante também para as mulheres empresárias.

“Portanto é criar as oportunidades para que as mulheres empresárias dos nossos países possam ter acesso a esse mercado, aos financiamentos que existem nesse mercado e possam empoderar-se economicamente”, salientou Lígia Fonseca.

MJB/FP

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