Cimeira CPLP: Cabo Verde desmente notícia que diz que Obiang abandonou Cimeira do Sal

Santa Maria – ilha do Sal, 18 Jul (Inforpress) – O Presidente de Cabo Verde e presidente em exercício da CPLP, Jorge Carlos Fonseca, desmentiu hoje a notícia de que o Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, abandonou a cimeira da CPLP, após perder candidatura à presidência.

Questionado pelos jornalistas durante a conferência de imprensa no final da Cimeira, Jorge Carlos Fonseca, disse que Teodoro Obiang aprovou todas a resoluções e inclusive a candidatura de Angola que foi aprovada por unanimidade e até por aclamação.

“Não houve, durante a reunião restrita nenhuma outra candidatura proposta. O Presidente da Guiné Equatorial esteve até, para regressar ontem (terça-feira) à noite, e fez questão de estar presente na reunião restrita, e ele mesmo, em nome da Guiné Equatorial apoiou a escolha de Angola para acolher a próxima cimeira”, disse.

“Portanto não foi por nenhuma razão especial de envolvimento, e eu reitero, que é minha convicção é de que há um envolvimento sério e forte de todos os Estados membros da CPLP”, acrescentou.

Concretamente em relação à Guiné Equatorial, disse que assim como outros Estados demonstrou “sinais claros” de interesse em estar na CPLP, em se integrar cada vez mais nessa comunidade, mas confirmou que assim como no discurso de abertura, durante a reunião restrita, Obiang não fez qualquer referência à abolição da pena de morte, que fazia parte do roteiro de adesão à comunidade.

“Até posso dizer que dessa reunião restrita, e até pela voz da Guiné Equatorial pediu a cooperação e colaboração da comunidade e dos restantes Estados para que facilitem uma integração cada vez mais progressiva no espírito da comunidade”, disse.

Contudo, questionado se Obiang fez alguma referência à abolição da pena de morte, que fazia parte do roteiro de adesão à comunidade, ou se foi estabelecido algum prazo para que isso aconteça, Jorge Carlos Fonseca disse que o Presidente da Guiné Equatorial não fez nenhuma referência e nem a plenária impôs prazos.

“Deu-nos informações mais pormenorizadas sobre os progressos da língua portuguesa, mas a referência específica à pena de morte não houve. Falou-se no contexto político, na questão da democracia, do Estado de direito, dos pilares fundamentais do Estado de direito e da comunidade que são o respeito pelos direitos fundamentais, democracia liberdade”, precisou.

De acordo com a notícia publicada num jornal online, a candidatura de Luanda para presidir a CPLP nos próximos anos foi uma surpresa e esvaziou a pretensão da Guiné Equatorial, tendo o presidente da República desse país abandonado a sala de Cimeira, facto desmentido agora por Jorge Carlos Fonseca.

MJB/FP

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