Cimeira/CPLP: Agenda do Brasil na presidência da CPLP foi “muito sintonizada” com a das Nações Unidas – ministro

Santa Maria, Ilha do Sal, 16 Jul (Inforpress) – O ministro das Relações Exteriores do Brasil disse hoje no Sal que a presidência do Brasil da CPLP, que hoje formalmente passou para Cabo Verde, teve uma agenda “importante” e “muito sintonizada” com a das Nações Unidas.

Aloysio Nunes Ferreira, em declarações no intervalo de almoço do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que decorre em Santa Maria, acrescentou que a presidência do Brasil teve como tema central os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável, da Agenda 2030.

“Criamos uma governança no Brasil e disponibilizamos a metodologia do acompanhamento para atingir as metas como a participação muito intensa da sociedade civil, e promovemos nesse mandato 13 reuniões ministeriais envolvendo todos os temas dessa vasta agenda, que favoreceu a troca de experiencias”, disse Aloysio Nunes Ferreira, no balanço da missão brasileira.

O governante destacou ainda a reunião sobre género e empoderamento das mulheres no Brasil da qual, ajuntou, saiu a proposta de incluir na programação de trabalho a luta contra a violência de que as mulheres são vítimas.

Sobre as relações económicas entre os Estados membros, o ministro considerou que existe um quadro jurídico que “precisa ser aperfeiçoado”, sendo certo que, precisou, dentro desse quadro as relações económicas são feitas pelos empresários.

“Falta-nos conhecermo-nos melhor, conhecer as potencialidades para que possamos ter relações económicas mais dinâmicas”, sublinhou.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil considerou, por outro lado, que a CPLP é hoje uma realidade não apenas no mundo lusófono como no contexto internacional, sendo prova o “número crescente” de países que querem participar da comunidade como observadores, entre eles, os mais recentes, Uruguay, Hungria, Luxemburgo, Eslováquia, Sérvia e Argentina e estamos a expandir o nosso número de associados.

“Também a CPLP é uma forma de nos conhecermos melhor e isso facilita o intercâmbio entre as pessoas e as culturas e entre as economias”, reiterou, admitindo, no entanto, que há ainda “muita coisa para se fazer” para os países membros terem laços económicos mais profundos e dinâmicos.

“A CPLP é hoje também uma forma de os seus membros se concertarem para actuação em estâncias internacionais, coordenada, segundo valores internacionais, então ela é realidade vibrante com muita coisa ainda a ser feita para que ela seja cada vez mais forte”, concluiu Aloysio Nunes Ferreira.

A Cimeira dos Chefes de Estado e do Governo da CPLP que arranca esta terça-feira está a ser precedida de vários encontros técnicos e multilaterais com temas diversos.

O Conselho de Ministros de hoje analisa os assuntos que depois serão levados à Cimeira, que tem como tema central “Cultura Pessoas e Oceanos».

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é integrada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Para além dos membros, a organização tem como observadores associados países como a Geórgia, a Hungria, o Japão, a República Checa, a República Eslovaca, a República das Maurícias, a República da Namíbia, a República do Senegal, a República da Turquia e o Uruguai.

AA/FP

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