Campanha anti-vectorial conseguiu uma taxa de pulverização de 86% das casas da Cidade da Praia – Responsável

Cidade da Praia, 27 Ago (Inforpress) – O coordenador do Programa de Luta Anti-Vectorial, António Moreira, fez hoje um balanço positivo da campanha que culminou na semana passada e garantiu uma taxa de pulverização de 86 por cento (%) das casas da Cidade da Praia.

Em declarações à Inforpress, António Moreira avançou que o programa, posta em prática no âmbito da campanha anti-vectorial, conseguiu atingir a meta estipulada, sobretudo, no município da Praia, urbe que constitui a maior preocupação das autoridades sanitárias.

“Fizemos na Praia a pulverização de 86% das casas e os 14% que não foram desinfectadas ficaram-se a dever ao facto de se encontrarem fechadas ou por alegação de alguns proprietários, segundo as quais, nas suas moradias não existem mosquitos”, disse.

Segundo António Moreira, comparando os resultados do ano passado, época em que se vivia uma epidemia por doenças provocadas por mosquito, com os deste ano, a equipa do Ministério da Saúde conseguiu em 2017 uma taxa de pulverização muito mais elevada.

O responsável do Programa de Luta Anti-Vectorial, que considera de satisfatório o resultado deste ano, justificou a situação com o facto de que, com estes resultados, o sector conseguiu garantir a “protecção de pessoas em relação a picadas do mosquito”.

No entanto, apesar da culminação da campanha nacional de pulverização, o sector da saúde, através das delegacias de saúde, explica António Moreira, possui piquetes de serviço para pulverização que será accionada, sempre que necessária, ou caso os moradores denunciarem a existência de mosquitos na comunidade.

“Nós vamos continuar sempre no terreno para dar combate aos viveiros. Aliás, neste momento, estamos a realizar limpeza, drenagem e pulverização da água que acumula na Cidade Avenida de Lisboa e que desemboca na Praia de Gamboa, assim como a manutenção do vale de Fontão”, salientou.

Confrontado com a epidemia que, neste momento, fustiga Brasil, um país com voos directos de e para Cabo Verde, o especialista na área recomendou muito cuidado e disse que o arquipélago continua com uma vigilância apertada e activa, no sentido de diagnosticar, isolar e tratar precocemente pessoas que eventualmente tenham contraído doenças arboviroses.

Perante a situação, António Moreira apela à população praiense a se mostrar dinâmica e interessada em eliminar os mosquitos vector das doenças arboviroses, designadamente o Anoppeles gambiae – vector do paludismo –, e o Aedes Egypti – vector da dengue, febre-amarela e chikungunya.

Desde Janeiro, o arquipélago não registou nenhum caso de paludismo autóctone, a epidemia de zika teve lugar nos finais de 2015 e meados de 2016, registando mais de 7.500 casos suspeitos, enquanto que a Dengue aconteceu em 2009, com registos que apontaram para 21 mil 383 casos suspeitos, com evolução de 174 para febre hemorrágica e 6 óbitos.

De Janeiro a Junho de 2010, o país voltou a registar 305 casos da Dengue, sendo os concelhos da Praia e São Filipe os mais afectados pela doença.

PC/JMV

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