Cadastro Social Único é um instrumento importante para promover justiça social – directora-geral da Inclusão Social (c/áudio)

Cidade da Praia, 27 Ago (Inforpress) – A directora-geral da Inclusão Social considerou hoje o Cadastro Social Único (CSU) um “instrumento importante” que irá servir para identificar as famílias de baixo rendimento e promover justiça social para com os que necessitam mais.

Mónica Furtado fez essas considerações na abertura de uma acção de capitação para técnicos municipais, do município da Praia, na vertente utilização, registo e actualização do Cadastro Social Único, que decorre na capital.

“Trata-se de um instrumento que irá promover uma maior justiça social e maior transparência no trabalho, pois, a partir de agora, apoiar uma família já não depende apenas do técnico ou do director, mas sim de uma classificação que diz que esta família, devido a sua situação económica, se enquadra nos critérios e logo deve ter direito ao apoio social”, clarificou.

O CSU, segundo a directora-geral da Inclusão Social, por oferecer a participação em diversos programas sociais e por ser um instrumento novo na gestão da área social, irá permitir que os potenciais beneficiários sejam inscritos no programa social e classificados de acordo com o seu grau de pobreza.

O CSU, realçou ainda a responsável, irá possibilitar a existência de um indicador socioeconómico do município, visando uma planificação com base nos dados existentes.

Por todas estas explicações, Mónica Furtado, é de opinião que o CSU, por ser um processo administrativo, faz com que seja importante que os potenciais trabalhadores no sistema saibam como usá-lo e aplicá-lo.

“Por se tratar de um instrumento que deve ser, constantemente, actualizado devido a mobilidade das famílias há que haver o reforço da equipa que vai trabalhar neste domínio, visando uma maior garantia de qualidade de dados que são recolhidos”, afirmou.

Neste momento, já estão inscritas 19 mil famílias a nível nacional, sendo que 12 mil já estão classificados e destes, seis mil já estão identificadas como famílias que podem usufruir de tarifa social de água, rendimento de inclusão, entre outros.

Até 2019, a Direcção-Geral da Inclusão Social quer ter inscrito os 32 mil agregados familiares pobres existentes a nível nacional, por ser o grupo preferencial de momento, visto que o país vai criar o cadastro de toda a população.

“É um registo para todos e temos já municípios que conseguiram já cadastrar todas as famílias”, concluiu Mónica Furtado.

A acção de capacitação para técnicos municipais na vertente utilização, registo e actualização do Cadastro Social Único, que decorre na Cidade da Praia até quarta-feira, 29, enquadra-se no processo de operacionalização do CSU e tem como objectivo o reforço da capacitação dos utilizadores municipais.

Além da Praia, todos os municípios do país vão beneficiar desta formação que culminará a 04 Outubro, e está inserido na 20ª fase da institucionalização do Cadastro em Cabo Verde, numa parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Banco Mundial.

PC/CP

Inforpress/Fim