Cabo Verde sem casos autóctones de paludismo quer cumprir a meta de eliminar a doença em 2020, ministro (c/áudio)

Cidade da Praia, 12 Out (Inforpress) – O ministro da Saúde disse hoje que o país desde Janeiro a esta data não registou nenhum caso de paludismo e confirmou a pretensão do arquipélago em cumprir a meta para eliminação da doença em 2020.

Arlindo do Rosário fez essa consideração em declarações à imprensa no âmbito da visita realizada esta manhã ao Taihti, Várzea Companhia, Fonton e Monte Babosa, todos bairros dos arredores da capital, para inteirar-se do ponto de situação dos trabalhos realizado a nível da luta antivectorial.

“Esta visita tem como propósito constatar, no terreno, o trabalho que a equipa de luta antivectorial vem fazendo e manifestar o apoio do ministério pela labuta que vêm fazendo para dar combate aos viveiros de mosquitos visando a eliminação de doenças arboviroses”, disse.

Face ao avanço que admitiu ter notado em relação ao trabalho que foi feito no ano passado, o governante adiantou ter constatado “uma mudança clara em termos de atitudes e de obras realizadas para diminuir os viveiros de mosquitos”.

Segundo o ministro da Saúde, o constatado no terreno mostra que o envolvimento de todos os parceiros na luta antivectorial é “imprescindível” para dar combate aos viveiros de mosquitos e consequentemente acabar com as doenças arboviroses.

Ainda de acordo com o ministro, em declarações à imprensa, a visita devia-se também ao facto de o sector da saúde ter iniciado a segunda fase de campanha antivectorial.

No que tange ao trabalho que os parceiros, neste caso a câmara municipal, vêm fazendo para melhorar o ambiente e o saneamento dos bairros, manifestou a sua satisfação com o que constatou e encorajou os parceiros a continuarem as obras que podiam ajudar na diminuição de locais de criação de larvas.

Questionado sobre casos importados, o ministro afirmou que esses casos “não são da responsabilidade do país” e disse que “casos importados” existirão sempre, visto Cabo Verde encontrar-se numa região onde existe paludismo e num mundo de “livre circulação”.

Perante isso, lembrou que a responsabilidade do país é de detectar precocemente os casos importados como forma de evitar que se expandam, uma vez que o mosquito responsável pela transmissão do paludismo existe no país.

Interrogado sobre como foram utilizados os 50 mil contos destinados à luta antirectroviral, o ministro revelou que a maior parte da verba foi utilizada nos meios de transporte, contratação de mais pessoas para trabalhar no terreno, logística, aquisição de equipamentos e reforço da capacidade do laboratório para diagnóstico.

Na visita ao terreno, o ministro da Saúde fez-se acompanhar de uma equipa multissectorial, de dirigentes do ministério e representantes da Câmara Municipal da Praia.

PC/ZS

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