Cidade da Praia regista primeiro óbito por paludismo em Cabo Verde – Delegacia de Saúde

 

Cidade da Praia, 16 Set (Inforpress) – A delegada da Saúde da Praia, Ulardina Furtado, confirmou hoje a primeira morte provocada por paludismo em Cabo Verde, num momento em que o país regista 207 casos, sendo a maioria na Cidade da Praia.

Em declarações à Inforpress, a responsável, que não podia avançar com mais detalhes, como disse, certificou que nesta sexta-feira, 15, a Delegacia de Saúde da Praia recebeu a notificação do primeiro óbito por paludismo, que já é considerado uma epidemia na capital do país.

Entretanto, à Lusa, o director do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo (PNLP), António Moreira, indicou que se trata de um caso autóctone, de um homem de 40 anos, do bairro do Paiol, tendo realçado que se trata de um caso único, já que as pessoas têm-se dirigido às estruturas de saúde ao primeiro sintoma, o que permite diagnosticar a doença mais cedo e trata-la.

Nesta sexta-feira, uma equipa multissectorial de luta anti-vectorial, liderada pelo ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, visitou alguns bairros da capital para inteirar-se do estado actual das zonas com maior número de casos de paludismo, como Várzea e Achada Santo António.

No final da visita, Arlindo do Rosário afirmou que o Governo está “fortemente engajado” na luta contra o paludismo, motivo que o levou a aprovar, na última reunião do Conselho de Ministros, um plano elaborado pela Direcção Nacional de Saúde, orçado em 58 mil contos, para o reforço de meios operacionais na luta anti-vectorial.

As autoridades cabo-verdianas intensificaram a luta contra os mosquitos, com pulverização espacial e dentro das casas e com campanhas de sensibilização da população para a importância de manter as casas e ruas limpas e, hoje a Câmara Municipal da Praia realizou mais uma campanha de limpeza em diferentes bairros e sensibilizar a população.

No momento em que o país está na fase de pré-eliminação de paludismo ou malária e a registar uma média de três a quatro casos por dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomendou Cabo Verde a fazer da eliminação do paludismo uma “bandeira nacional”, prevendo a sua eliminação de transmissão regional até 2020.

Em Janeiro, Cabo Verde foi distinguido pela Aliança de Líderes Africanos contra a Malária (ALMA) com o prémio Excelência 2017, pelos resultados alcançados no combate à doença, sendo que a OMS estima que o país tenha reduzido a sua taxa de incidência e de mortalidade associada ao paludismo em mais de 40% no período decorrente.

DR/AA

Inforpress/Fim