Cabo Verde quer levar sua experiência em matéria de empoderamento e promoção da igualdade do género à CEDEAO e CPLP

Cidade da Praia, 15 Fev (Inforpress) – Cabo Verde quer levar a sua experiência em matéria de “empoderamento” das mulheres e promoção da igualdade do género à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

A intenção foi manifestada hoje pela presidente doCIEG), Rosana Almeida, na abertura do workshop de socialização “Avançar rumo à igualdade – Mulheres, Empresas e o Direito”, que decorre até sexta-feira, na Cidade da Praia.

O evento reúne especialistas e responsáveis das Organizações Não Governamentais (ONG) e das associações que lidam directa ou indirectamente com a questão do género, onde vai-se apresentar ao Banco Mundial (BM) as experiências e boas práticas que o país tem desenvolvido a nível do empoderamento das mulheres e promoção da igualdade de género, com o intuito de levar essa experiência à CPLP e à CEDEAO.

“Vamos mostrar o lado bom e as boas práticas que Cabo Verde tem nesta matéria para levar à CPLP e à CEDEAO, mas, para tal, queremos o apoio do BM”, afirmou Rosana Almeida lembrando que, apesar dos avanços e de ser um exemplo a nível do continente nesta matéria, o país tem ainda muitos desafios.

Rosana Almeida adiantou que Cabo Verde foi desafiado pelo BM a apresentar apenas um estudo sobre mulheres leis e direito, mas sublinhou que, tendo em conta a temática e o trabalho que as ONG cabo-verdianas têm desenvolvido, decidiram apresentar uma contraproposta que foi aceite pela instituição.

“Em relação ao acesso de meninas à formação profissional, ensino secundário e universitário, somos considerados o número um em África”, realçou adiantando que os dados de Cabo Verde sobre empresas, leis e direito vão constar no relatório do BM que será lançado em Março deste ano.

Por seu turno, a coordenadora do Programa de Promoção do Banco Mundial, Paula Tavares, disse que a ideia é conhecer e se inteirar das acções que Cabo Verde tem feito em matéria de igualdade de género, mas também aprender com as ONG e a sociedade civil sobre o trabalho feito e saber quais são as necessidades em termos de aumentar a participação das mulheres nas oportunidades económicas e no parlamento.

“O arquipélago está muito bem em termos de legislação, é um país que se destaca em África e tem muito a ensinar aos países vizinhos da CPLP sobretudo, do que foi alcançado em termos de educação das mulheres e participação no mercado de trabalho”, sublinhou.

Por outro lado, avançou que existe ainda a necessidade de uma maior igualdade em termos de oportunidade económica, o que, no seu entender, requer a implementação de algumas políticas e maior representatividade das mulheres na esfera das decisões.

O workshop conta com a participação de representantes da Organização das Mulheres de Cabo Verde, Associação Cabo-verdiana da Protecção da Família, Associação de Mulheres Empresarias de Santiago, Associação Cabo-verdiana de Luta contra VBG, Associação de Mulheres Juristas, Associação Cabo-verdiana de Auto promoção da Mulheres, Rede de Mulheres Parlamentares, Instituto de Emprego e Formação Profissional, Direçcão-Geral do Trabalho, Direçcão-Geral de Inclusão Social, Instituto Nacional de Providência Social e da sociedade civil.

AV/CP

Inforpress/Fim