Cabo Verde prepara-se para ser certificado como um país que conseguiu eliminar a transmissão vertical – ministro (c/áudio)

Cidade da Praia, 01 Dez (Inforpress) – Cabo Verde está a preparar-se para ser certificado como um país que conseguiu eliminar a transmissão vertical, mas ainda há um longo caminho a percorrer, disse hoje o ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário.

Arlindo do Rosário fez esta consideração enquanto discursava no acto central do Dia Mundial de Luta Contra a Sida, que este ano se celebra sob o lema “Conheça o seu Estatuto serológico”, que teve lugar no Salão de Banquetes da Assembleia Nacional.

Segundo o governante, apesar da taxa de prevalência do VIH-Sida ser ainda relativamente baixa, 0,8 por cento (%), e muito já se fez em relação à transmissão vertical, as autoridades não podem ficar “reconfortados com esses ganhos”.

Pois, disse, isso pode trazer alguma “desmobilização” nessa luta que deve ser contínua e persistente e com envolvimento de todos.

“Ainda há um conjunto de desafios e um longo caminho a ser percorrido, por forma a que diminuamos a prevalência, por forma a que aumentemos a cobertura em termos de tratamento, por forma a que de facto consigamos aumentar a redução da carga viral daqueles que estão a fazer tratamento” indicou.

Em relação aos constrangimentos no combate a esta problemática, disse que um dos grandes constrangimentos está relacionado com o baixo financiamento, mas assegurou que apesar de estarem a contar com o apoio do Organização Mundial da Saúde e do Fundo Global ainda há necessidade de contar mais com o financiamento interno.

Entretanto, assegurou que o Governo desde 2017 vem trabalhando com o Fundo Global, com vista a aumentar progressivamente esse financiamento de 10% a cada ano.

“2017 foi 10%, 2018 é 20%, próximo ano 2019 será 30% e isso significa que há um esforço grande que está a ser realizado pelo Governo e pelo Estado de Cabo Verde para assumirmos esse programa, como temos assumido com outros programas”, frisou.

Segundo os dados apresentados pela representante do secretariado executivo do Comité de Coordenação do Combate à Sida (CCS/Sida), Maria Celina Ferreira, em média anual Cabo Verde regista 300 novos casos diagnosticados nas estruturas públicas de saúde e nas estruturas da sociedade civil.

Em termos de acesso aos meios de diagnósticos, disse que são feitos 25 mil testes anuais na população geral e nas grávidas.

Das 10 mil grávidas acompanhadas no pré-natal, indicou, 80 a 90 são seropositivas e 40% são casos já conhecidos.

Cabo Verde, revelou, tem em seguimento nos serviços de saúde cerca de 2.600 pessoas e cerca de 78% já tem acesso ao tratamento antirretroviral.

O acto de celebração terminou com o lançamento da campanha “Nascer para Brilhar” apresentada pela primeira-dama Lígia Fonseca.

AM/ZS

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