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Cabo Verde dispõe de 12 centros de telemedicina e quer cooperar com outros países da CPLP – Responsável

 

Cidade da Praia, 13 Set (Inforpress) – Cabo Verde já dispõe de 12 centros de telemedicina instalados em todas as ilhas e quer cooperar com outros países da Comunidade dos Países Língua Oficial Portuguesa (CPLP), como já vem fazendo com o Brasil e Portugal.

A informação foi hoje avançada em declarações à imprensa, na Praia, pela directora do Serviço Nacional de Telemedicina, Vanda Azevedo, à margem da abertura da I Reunião de Telemedicina e Telessaúde da CPLP/ Saúde digital em língua portuguesa, organizada pelo Ministério da Saúde e Segurança Social, em parceria com o Ministério da Saúde do Brasil e que decorre de hoje a sexta-feira.

“A telemedicina já chegou em todas as ilhas e neste momento temos 12 centros ligados, fazendo com que haja ilhas com mais de que um centro, mas até ao final do ano vamos ter ligação a Tarrafal de São Nicolau e Santa Cruz”, anunciou a responsável, explicando que o programa é financiado pelo Governo da Eslovénia que vem ajudando o país nesta matéria desde o seu início em 2012.

Segundo a fonte, a Eslovénia optou, ao longo desses anos, por uma cooperação sustentada, ou seja, à medida que Cabo Verde vai alargando a área de cobertura da telemedicina, também serão alargadas as especialidades que, neste momento, já são 24 oferecidas em todo o país.

Vanda Azevedo sublinhou que a telemedicina surgiu como uma “necessidade natural” em Cabo Verde que é um país arquipelágico e com parcos recursos económicos e humanos e sem a possibilidade de ter especialistas em todas as nove ilhas, assim como não há como levar formação a todos os cantos do país.

O país, que actualmente tem um programa estruturado da telemedicina com Portugal e Brasil, conforme a médica, quer unificar os processos como forma de poder partilhar a sua experiência e prestar serviços a outros países da comunidade que precisam, nomeadamente São Tomé e Príncipe, Angola e Guiné-Bissau.

“Há países que estão mais desenvolvidos e outros menos em termos de saúde (…). Temos programas já estabelecidos, por exemplo, de cardiologia pediátrica com Portugal, mas podemos fazer com outros países”, precisou, indicando que por estar num período de transição epidemiológica, as doenças que mais afectam Cabo Verde e que abrem a possibilidade de cooperação são as cardiológicas, os cancros e as respiratórias.

Por causa da sua experiência, Cabo Verde foi escolhido para acolher esta I Reunião de Telemedicina e Telessaúde da CPLP, que tem como principais objectivos conhecer os programas de tele-saúde dos vários países e a elaboração conjunta de um plano de trabalho para o “Roteiro Estratégico de Implantação da Telessaúde nos Países de Língua Portuguesa”.

Em declarações à imprensa, Luís Ary Messina, coordenador da Rede Universitária de Telemedicina do Brasil, explicou que este roteiro foi aprovado em Março de 2016 na reunião técnica da CPLP e que vai culminar com a aprovação, nesta reunião da Praia, de um plano integrado das acções de tele-saúde.

“O referido plano integra acções de assistência à distância, de educação e pesquisas colaborativas, gestão e avaliação dos processos para que sejam melhoradas de forma mais acelerada e, de alguns anos para cá, descobrimos que a prática de telemedicina em Cabo Verde já vem acompanhando avanços muito considerados”, realçou.

A cerimónia de abertura contou com as presenças da directora Nacional de Saúde, Maria da Luz Lima, e do representante da Organização Mundial de Saúde (OMS), Mariano Castellón, assim como representantes do Ministério de Saúde dos países da CPLP, com excepção de Timor Leste e Guiné Equatorial.

DR/ZS

Inforpress/Fim

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