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Brava: POSER financia projectos estruturantes para a ilha na ordem dos 63 mil contos

Cidade da Praia, 12 Abr. (Inforpress) – O Projecto de Oportunidades Socio-económicas no Meio Rural (POSER) vai financiar três empreendimentos considerados estruturantes para a ilha da Brava, na ordem dos 63 mil contos a serem implementados já a partir de Maio.

Segundo apurou a Inforpress junto do delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente, Estevão Fonseca, o mais estruturante está orçado em 40 mil contos, dos quais 33 mil garantidos pelo FIDA/FFE e co-financiado pelo Ministério da Agricultura e Ambiente e Cooperação Luxemburguesa, visando potenciar um desenvolvimento integrado e sustentável nas comunidades de Lomba/Tantum, Palhal e Campo de Baixo.

Nestas localidades vai ser implementado um projecto hidroagrícola e haliêutico com energias renováveis que integra essencialmente os sectores das pescas, agrícola e pecuária com previsão para beneficiar 151 famílias.

As intervenções consistem fundamentalmente na introdução de sistemas de produção de energia renovável de baixo custo através da instalação de um parque fotovoltaico de 43,7 kwp, para bombagem de água a partir de Ferreiros até Campo Baixo por intermédio de três estações elevatórias e respectiva rede de adução.

O parque vai ser equipado por um conjunto de duas bombas verticais para garantir 180 metros cúbicos diários para abastecimento das comunidades de Lomba e Palhal e disponibilizar água para rega de sete hectares de terrenos agrícolas a um preço acessível.

De acordo com o projecto, vão ser construídos dois reservatórios (350 metros cúbicos) para armazenamento de água e bebedouros para o gado e prevê-se ainda a iluminação da baía do porto de Tantum e o caminho vicinal de acesso.

Este projecto contempla, ainda, a recuperação e ampliação do edifício ali existente para albergar os pescadores e os equipamentos de apoio à faina pesqueira, bem como melhorias na unidade de produção de gelo e conservas que, juntamente com o teleférico de transporte de pescados, passarão a funcionar com autonomia energética a partir do parque solar.

De momento decorre o concurso público internacional para adjudicação das empreitadas da componente fotovoltaica e redes eléctricas, estando programado ainda este mês o anúncio de outro concurso para a construção de reservatórios e redes de adução.

Já no quadro do Projecto de Adaptação da Agricultura Familiar às Mudanças Climáticas (ASAP), o montante definido para 2018 na região da Brava ronda os 10 mil contos e as acções vão estar concentradas nas bacias hidrográficas de Fajã de Água e Sorno.

A verba destinada à Brava será canalizada no equipamento do furo de Sorno com um parque fotovoltaico de 9,7 kwp para exploração de 50 metros/dia e rede de adução, sendo que na bacia hidrográfica de Fajã de Água cerca de 12 hectares de terrenos serão alvo de intervenções a nível de conservação de solos e água, através da construção de banquetas e arretos reforçados, para além da fixação de 5000 plantas arbustivas e florestais.

As actividades incluem ainda a construção de um dique de captação de água a jusante da nascente de Encontro e um reservatório de 100 metros cúbicos para distribuição de água às parcelas dos agricultores.

O concurso público para a empreitada do parque fotovoltaico em Sorno está na recta final, pelo que está perspectivado proximamente a celebração do contrato de adjudicação com a empresa vencedora.

Em carteira está ainda um outro projecto hidropastorícia orçado em 13 mil contos, ligado à mobilização de água para a pecuária, através da captação das águas pluviais e de nevoeiro.

Será contemplado a recuperação de dez reservatórios e os respectivos espelhos de captação que apresentam problemas de percolação por conta das deficiências na estrutura e que actualmente não estão a ser utilizados.

Prevê-se ainda a construção de quatro novos reservatórios investimentos estes que vão permitir armazenar uma média de 3800 metros cúbicos de água das chuvas, “volume que vai ser de grande valia para potenciar a pecuária na Brava”.

“Estes projectos visam a melhoraria das condições de vida da população rural nas zonas de intervenção com especial destaque para as mulheres e para os jovens chefes de família fazendo com que o sestor seja cada vez mais competitivo, durável e resiliente”, refere Estevão Fonseca, para quem, são medidas “fortes e incisivas” que estão alinhados com o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS).

SR/ZS

Inforpress/Fim