Brava: Actividades desportivas, culturais e religiosas marcam a festa de Nha Santana em Campo Baixo

Cidade de Nova Sintra, 30 Jul (Inforpress) – A localidade de Campo Baixo vestiu-se domingo de gala para festejar a sua santa padroeira,  Nha Santana, com actividades religiosas, entrega de troféus e actuações de diversos artistas locais e oriundos da ilha Fogo.

Após idênticos festejos realizados nas aldeia de Mato e Mato Grande, domingo foi a vez da localidade de Campo Baixo festejar a sua bandeira, encerrando assim as festividades de Santa Ana na ilha Brava.

Lurdes de Pina, a festeira deste ano, explicou à Inforpress que ela tem muita fé e devoção em Santa Ana, motivo que a levou a assumir a bandeira.

“Estava com uma neta doente, em estado de coma, e fiz uma promessa a Santa Ana, que este ano eu seria a festeira, para ver se ela intercedia pela saúde da minha neta. Pois, deposito muita fé nela e como um sinal, a minha neta já começou a falar”, afirma a festeira.

A festeira adiantou ainda que o facto dela te sido a dona da bandeira este ano, não quer dizer que somente ela tem a responsabilidade de arcar com as despesas da festa, porque “é uma festa de todos”.

“Eu tomei esta responsabilidade, mas conto com o apoio de familiares, vizinhos e de toda à comunidade local e emigrada que quer festejar Nha Santana. É uma festa grande, rija e tradicional da ilha, e para continuar é preciso o djunta-mon”, salientou.

O presidente da associação Mãos Amigas de Campo Baixo, Cristiano Pina, responsável pela organização da festa e de todas as actividades, fez um balanço positivo, exaltando os ganhos económicos que esta festa traz para a localidade.

“Já estamos vários dias a realizar actividades, tivemos muitas pessoas aqui, que contribuíram, de uma forma ou de outra, ao consumir e participar nas actividades”, adiantou.

Francisco Tavares, presidente da Câmara Municipal da Brava, também comunga da mesma opinião do Cristiano, ao fazer um balanço também positivo, apontando para o cumprimento da agenda e o envolvimento dos jovens na preservação daquilo que “é o tradicional da festa de Santana desta zona e a participação da população de forma ordeira”.

“A comparticipação da autarquia nesta actividade, podemos dizer, que teve retorno. É só olharmos para o número de pessoas, dinamiza a economia local, durante os três dias de actividades”, disse o autarca, sublinhando que o retorno é de longe superior ao apoio dado à organização da festa.

A festeira aproveitou o momento de festa e de reflexão do papel da Santa Ana e do São Joaquim, para apelar a sensibilidade das pessoas no sentido de serem mais solidárias umas com as outras, partilhando o pouco que têm, com aquelas que mais necessitam.

“Estamos num ano difícil e temos a consciência de que sempre podemos encontrar pessoas com mais necessidade, então é preciso sermos mais recíprocas e ajudar os outros com o pouco que Deus nos deu”, apela Lurdes.

MC/JMV

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