Boa Vista: Falta de gás de cozinha da Vivo Energy afecta várias famílias na ilha (RECTIFICADA)

Sal Rei, 29 Ago (Inforpress) – A rotura do “stock” do gás de cozinha da Vivo Energy na ilha da Boa Vista vem afectando, desde a semana passada, algumas famílias que têm recorrido a povoados próximos à procura do produto, mas sem sucesso.

Entre essas famílias encontra-se a da dona Bia que se deslocou de Sal Rei até Rabil para a compra de gás mas também já não havia mais o produto nesta localidade que dista seis quilómetros da cidade de Sal Rei.

“Além de não encontrar o gás, tive de pagar mil escudos de aluguer de carro. Queria ir à Estância de Baixo, mas a revendedora avisou-me que lá também estava com rotura de ‘stock’. Que raio de ilha é essa, que vira e mexe há rotura de produtos, principalmente do gás?”, questionou a mesma fonte, mostrando-se já agastada com esta situação.

Na cidade de Sal Rei, neste momento, apenas estão disponíveis algumas garrafas de 3kg. Algo que também se verifica nos outros povoados da ilha.

No bairro da Boa Esperança, onde vive mais de metade da população do município, constatou a Inforpress, o recurso à lenha para confeccionar os alimentos é a alternativa mais fiável.

“Andei por todo o bairro e cidade de Sal Rei à procura de gás e em todos os lugares diziam: infelizmente Boa Vista está sem ‘stock’. Ontem levantei-me às 05:00 para cozer os alimentos à lenha, antes de ir ao trabalho, caso contrário os meus filhos ficavam com fome até o meu regresso à casa”, atestou Ana Maria.

No entender desta moradora do bairro de Boa Esperança, o Governo e outras entidades “devem analisar e bem” a situação vivida na ilha, onde considera que estão “abandonados em todos os sentidos”.

“Não tem garrafa de 6kg à venda e eu não tenho dinheiro para fazer um novo contrato com a Enacol, só me resta acorrer aos velhos tempos da lenha. Mas o grave, é que esta situação aconteceu recentemente, e não se precaveu”, reforçou, por sua vez, a moradora Sulita.

Para as pessoas que não têm o hábito de cozinhar à lenha, a solução passa pela aquisição de um kit da Enacol, no valor de 1000 escudos, composto por um redutor, uma mangueira de 1,5 metros e duas abraçadeiras, e mais a respectiva botija de gás (1.673 escudos para  as de 12,5 kg). Um custo que nem todos conseguem suportar, conforme relataram.

Já na zona norte, algumas revendas ainda conseguem manter algum “stock”, mas nada de disponibilizar essas garrafas para outras localidades.

A Inforpress sabe que a dificuldade com o transporte para a Boa Vista está na origem da rotura do “stock” do gás butano e que um dos responsáveis da Vivo Energy estará esta quinta-feira na ilha, a fim de traçar melhor táctica para evitar mais roturas.

Esta quinta-feira prevê-se ainda a chegada à ilha da Boa Vista do navio de combustível para abastecer o mercado.

Inforpress/Fim

(NOVA VERSÃO CORRIGINDO NO 7º PARÁGRAFO O PREÇO DO KIT DA ENACOL)