Bibliotecas escolares vão reforçar processo de ensino e aprendizagem da língua portuguesa e promover a leitura – ministra (c/áudio)

Cidade da Praia, 19 Nov (Inforpress) – A ministra de Educação afirmou hoje que a criação de bibliotecas escolares vai permitir reforçar o processo de ensino e aprendizagem da língua portuguesa e promover e incentivar o gosto pela leitura e produção do conhecimento na comunidade educativa.

Maritza Rosabal fez estas declarações à imprensa, à margem da cerimónia de inauguração da biblioteca escolar realizada no polo educativo do Salineiro no município de Ribeira Grande de Santiago.

Segundo explicou, esta é primeira fase do projecto que contempla nove escolas do Ensino Básico Integrado, sendo um em cada concelho da ilha de Santiago, das quais foram inauguradas hoje duas bibliotecas escolares em Achada Leitão no município de São Salvador do Mundo e Salineiro, no município de Ribeira Grande de Santiago.

“O que se pretende, precisamente, é desenvolver o hábito de leitura não porque seja apenas o hábito da leitura senão por tudo aquilo que significa e também continuar este processo de aprofundamento de democratização do acesso a educação porque quando damos acesso a leitura é muito mais que a formação que está nos manuais”, disse explicando que o projecto é de abrangência nacional e conta com parceria do Ministério da Cultura e do Instituto Camões.

Neste momento, segundo a governante, este é um projecto que se vai implementando aos poucos isto porque, argumentou, criar uma biblioteca em todas as escolas do país exige esforço devido a questões da prática da leitura e a capacitação de docentes animadores de leitura.

Por seu lado, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente considerou este projecto como sendo “embrionário e simbólico” que revela o empenho e “parceria feliz” dos ministérios da Cultura e da Educação que, conforme lembrou, são departamentos diferentes mas interessados em colocar o livro enquanto “instrumento poderoso” na centralidade do país.

“Queremos o livro no centro do todo o processo de desenvolvimento nacional. Sem o acesso ao livro, ao conhecimento não é possível ter um sistema educativo de qualidade”, advogou, salientando que o Ministério da Cultura tem estado a fazer recolha de livros a nível internacional com o objectivo de ‘empoderar’ as bibliotecas municipais e escolares.

Por seu turno, o representante do Instituto Camões, João Neves, asseverou que as bibliotecas escolares criam nas comunidades educativas um impulso “muito grande” enquanto forma de reforço de aprendizagem do acesso à educação, língua e cultura.

“Este projecto congrega três dimensões as quais são nos particularmente sensíveis que é uma dimensão da cultura, educação e língua portuguesa, que torna o projecto muito interessante, até porque nessa medida encaixa perfeitamente naquilo que Cabo Verde e Portugal definiram com estratégias para a cooperação”, ressalvou, anotando que este acordo torna a educação num factor de desenvolvimento sustentável e de redução das desigualdades e melhorias de e para cidadania.

Para a directora do polo Educativo de Salineiro Stefany David, esta iniciativa é uma mais valia para o agrupamento e o concelho de Ribeira Grande de Santiago tendo em conta que é uma biblioteca diferente das outras que são dotadas de manuais escolares.

“Essa biblioteca vai ter livros infantis de autores portugueses e cabo-verdianos, isso é um atractivo para os nossos alunos que estão maravilhados e espectativos com a nova biblioteca que não só tem livros infantis mas também tem jogos e acesso as novas tecnologias”, salientou, afirmando que os alunos estão cientes da importância da preservação da biblioteca para que as gerações vindouras possam também usufruir deste património escolar.

A implementação das bibliotecas escolares enquadra-se no quadro do projecto-piloto “Dinamização de Bibliotecas Escolares”, que foi aprovado para uma vigência de dois anos (2018-2019), visando apoiar a operacionalização das Bibliotecas Escolares em Cabo Verde.


CM/CP

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