Automatização dos jogos sociais moderniza o sector e permite que todos os cabo-verdianos no país e na diáspora possam jogar – CVCV (c/áudio)

Cidade da Praia, 06 Set (Inforpress) – O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) afirmou hoje que a automatização do Totoloto Nacional, Joker e Loteria prevista para 2019 vai modernizar o sector e permitir a participação de todos no país e na diáspora.

Em declarações à Inforpress, Arlindo de Carvalho explicou que a reforma do sector dos jogos sociais, nomeadamente, no Totoloto, Joker e Loteria, que prevê a substituição do processo da extracção dos sorteios manual por automático, vai revolucionar o sector, que considerou uma intervenção de referência e uma das maiores fontes de receita do Estado.

“A automatização vai permitir que todos os cabo-verdianos no país e na diáspora joguem. Os nacionais têm dificuldades em jogar. Na Brava os apostadores jogam até quarta-feira, na Boa Vista e Paul até quinta-feira isto porque estamos condicionados com a questão da logística e com a automatização do sector todos poderão jogar e com a entrada da lei e com a autorização do Governo vamos introduzir novas modalidades de jogos sociais”, explicou.

Avançou que para a concretização do projecto criou-se um departamento de jogos e inovação cujo processo está em fase de montagem que, conforme explicou, vai funcionar como unidade orgânica autónoma.

“Os jogos sociais vão passar a funcionar com suporte informático electrónico com recurso às novas tecnologias, ou seja, ao fazer uma aposta o apostador automaticamente fica habilitado e recebe um recibo na hora e quando se fazer a extracção ele recebe a comunicação de forma instantânea e vamos ligar todo o sistema do jogo ao site da CVCV”, explicou.

A mesma fonte adiantou ainda que os dirigentes da Santa Casa da Misericórdia que tem experiência na área se comprometeram em ajudar a Cruz Vermelha de Cabo Verde na montagem do sector dos jogos sociais.

Entretanto, apontou a necessidade de implementação da legislação sobre a questão dos jogos sociais, como um grande passo que, no seu entender, vai modernizar e regular todos os processos do Totoloto Nacional, Joker e Loteria.

“O país, neste momento, não dispõe de uma legislação sobre a questão dos jogos sociais. A Cruz Vermelha, o Governo e outros parceiros estão a trabalhar numa proposta de lei e a legislação vai permitir a aplicação de novas tecnologias, sistematizar todos os jogos sociais incorporando novas modalidades e a adopção da figura de um inspector que visa reforçar a actuação do sector”, salientou, elucidando que, neste momento, o processo da extracção é mecânico, é feito manualmente com algum apoio técnico, mas muito reduzido.

Ainda, segundo este responsável, recentemente a Cruz Vermelha de Cabo Verde assinou um protocolo com o Banco Cabo-verdiano de Negócios, tendo referido que uma das áreas de intervenção tem a ver com o apoio tecnológico que o banco vai disponibilizar à CVCV no domínio dos jogos sociais.

A decisão de, em 2019, o processo dos jogos sociais passar a ser automático deve-se, de acordo com Arlindo de Carvalho, à necessidade de dotar o sector de novos equipamentos para apostas e sorteio dos números e garantir assim uma maior eficiência do processo e transparência dos referidos jogos em Cabo Verde.

CM/ZS

Inforpress/Fim