Ataque a ‘capacetes azuis’ na República Centro-Africana causa 1 morto e 7 feridos

Nações Unidas, Nova Iorque, 05 Jun (Inforpresss) – Um ataque aos ‘capacetes azuis’ na República Centro-Africana provocou a morte de um militar tanzaniano e ferimentos a outros sete, anunciou a Organização das Nações Unidas (ONU) na segunda-feira.

O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, especificou que o ataque ocorreu no domingo, em Dilapoko, uma localidade na prefeitura de Mambere-Kadeino no sudoeste do país.

Acrescentou que um ‘capacete azul’ estava em estado crítico e tinha sido levado para a capital, Bangui, para tratamento no hospital militar da Missão da ONU, juntamente com outros três militares cuja condição também motiva preocupações.

A Missão da ONU na República Centro-Africana é uma das missões de manutenção de paz com mais mortos nas fileiras.

O país tem visto vários combates nos últimos anos, designadamente quando uma milícia designada Seleka tomou o poder na capital, em 2013, e uma outra, designada anti-Balaka, a combateu.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o ataque e apelou ao governo do país “para não poupar esforços” na identificação dos autores e na sua apresentação à justiça, disse Stephane Dujarric.

O porta-voz avançou que, com a morte deste ‘capacete azul’, “sobem para quatro o número de ‘capacetes azuis’ mortos em ataques na República Centro Africana desde Janeiro de 2018”.

A operação da ONU conta com a participação de Portugal, que está representado por 156 militares do Exército, na sua maioria pára-quedistas, e três da Força Aérea.

O desempenho destes militares motivou o reconhecimento pelo chefe da Missão, informou hoje o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

“O General Fadhil Omary Nondo, do Exército da Tanzânia e Comandante de Sector das Forças Militares de ‘Capacetes Azuis’ em Bambari, emitiu uma carta de reconhecimento aos militares do Exército Português que integram a Força de Reacção Imediata ao serviço das Nações Unidas na República Centro-Africana”, referiu o EMGFA em comunicado.

Em 18 de Maio, os pára-quedistas portugueses já tinham sido reconhecidos num memorando da mesma natureza, emitido pelo General Mohammed Selloum, das Forças Armadas Marroquinas, Comandante da Força Conjunta das Nações Unidas em Bangui.

“Desde que iniciou missão, há cerca de três meses, os pára-quedistas portugueses já estiverem 18 vezes em confronto e sob ataque com grupos armados ou criminosos que operam na República Centro-Africana”, concluiu a nota do EMGFA.

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