Associações querem participar nas acções de combate ao mosquito ajudando os praienses a saber prevenir 

Cidade da Praia, 20 Ago (Inforpress) – As associações comunitárias da Cidade da Praia querem participar nas acções de combate aos mosquitos que provocam doenças como dengue, paludismo, zika e febre-amarela.

A afirmação é dos membros das associações entrevistadas pela Inforpress para falar sobre o papel das sociedades face ao combate ao mosquito e a doenças que provocam, no âmbito do Dia Mundial do Mosquito, que se assinala hoje, 20, em homenagem ao médico britânico Sir Ronald Ross, que descobriu nestes insectos a capacidade de transmissão de malária.

Para Victor Barbosa, da Associação Tchadense, a intenção do grupo é trabalhar na prevenção ajudando, em alguma época do ano com trabalho voluntario, os governantes na desinfestação do mosquito transmissor de doenças.

“Queremos também ajudar as famílias, na comunidade, a compreender o mal que os mosquitos possam provocar quando acumulam lixos e água. Falar-lhes mais do mosquito, e doenças que podem transmitir, razão pela qual a prevenção é essencial”, disse.

Um dos associados da Associação de Solidariedade par Desenvolvimento da Várzea Companhia, disse que todos querem ajudar para manter a comunidade limpa e “longe dos mosquitos”.

Para isso, sublinhou, os membros da associação têm trabalhado em parceria com entidades públicas na campanha de limpeza e desinfestação dos locais propicio a viveiro do mosquito vector das doenças arboviroses.

No entanto, no dia Mundial do Mosquito, segundo um técnico do sector da saúde, a melhor forma de prevenir as doenças provocadas pelo mosquito é usar repelentes em situações quando se está em ambiente mais propício como jardins, espaços abertos, altas temperaturas e luz artificial.

As picadas do mosquito são apenas feitas por parte das fêmeas, que sugam o sangue de humanos ou animais para nutrir os seus ovos. Ao picar, injectam saliva para evitar a coagulação sanguínea, que origina a sensação de irritação, pele inchada e vermelha.

No caso de picar alguém infectado, o mosquito “recolhe” o parasita responsável por algumas doenças, além do sangue em si, que transporta para a sua próxima vítima.

O Dia Mundial do Mosquito, assinala-se a 20 de Agosto, por ser uma data que marca a grande descoberta do médico britânico Sir Ronald Ross em 1987 e que garante que os mosquitos fêmea da espécie Anopheles transmitem Malária entre humanos.

Esta descoberta valeu ao médico o prémio Novel em 1902 e ajudou a que não só a Malária, mas também inúmeras outras doenças, como dengue e zika, entre outros, fossem compreendidas e delineadas planos de prevenção ou tratamento com maior eficácia para a prevenção.

O objectivo do Dia é informar as pessoas sobre as causas da malária e sobre a sua prevenção, sobretudo, nos países infectados por esta doença.

Cabo Verde é país propício a viveiro dos mosquitos vector das doenças arboviroses tendo já passado por algumas epidemias de paludismo, dengue e zika.

Porém, desde Janeiro o arquipélago não registou nenhum caso de paludismo autóctone, enquanto a epidemia de zika teve lugar nos finais de 2015 e meados de 2016, registando mais de 7.500 casos suspeitos.

O arquipélago foi fustigado pela epidemia da dengue em 2009 com registos que apontaram para 21 mil 383 casos suspeitos, com evolução de 174 para febre hemorrágica e 6 óbitos.

De Janeiro a Junho de 2010, o país voltou a registar 305 casos da dengue, sendo os concelhos da Praia e São Filipe, os que mais casos tiveram.

No país existem duas espécies de mosquitos transmissores de doenças, designadamente o Anoppeles gambiae – vector do paludismo –, e o Aedes Egypti – vector da dengue, febre-amarela, chikungunya.

PC/AA

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