Associação dos Agentes Sanitários de Santo Antão reunida em assembleia-geral pede ajuste salarial

 

Ribeira Grande, 01 Out (Inforpress) – A Associação dos Agentes Sanitários de Santo Antão esteve reunida sábado em assembleia-geral, na cidade da Ribeira Grande, para tratar de vários assuntos da vida da classe, com destaque para a questão da harmonização salarial.

“Reunimo-nos para analisar o balanço das actividades desenvolvidas em 2016 e 2017 e concluímos que o balanço é positivo” disse o presidente da associação Manuel Andrade, em declarações à Inforpress, assumindo as dificuldades financeiras como o grande problema dos dois anos de existência da associação.

Manuel Andrade disse que as coisas têm vindo a correr bem, mas lamenta não ter conseguido, até ao momento, resolver o maior problema que os agentes sanitários enfrentam e que tem a ver com a “desigualdade salarial” que afecta a classe, dependendo do organismo que assuma o pagamento dos salários.

“Temos agentes sanitários que são do quadro do Ministério da Saúde, mas outros são contratados, uns pela Delegacia de Saúde e outros pela câmara municipal e os salários são diferentes” explicou Manuel Andrade, adiantando que “há agentes sanitários que trabalham nas Unidades Sanitárias de Base e ganham oito mil escudos mensais, outros que recebem cerca de 15 mil escudos e os outros que são do Ministério da Saúde e ganham 20.053 escudos”.

Manuel Andrade disse que, juntamente com o responsável do sindicato, tem vindo a fazer diligências no sentido de conseguir uma harmonização salarial, para que todos os agentes sanitários passem a ter o mesmo salário, mas que “ainda não foi possível convencer” os responsáveis.

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