Associação Colmeia defende maior inclusão social de pessoas com deficiência em Cabo Verde

Cidade da Praia, 27 Jan (Inforpress) – A presidente da Associação de Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais (Colmeia), Isabel Moniz, defendeu hoje, na Cidade da Praia, maior inclusão social de pessoas com deficiência em Cabo Verde.

Em declarações à imprensa, à margem da primeira reunião mensal do ano de 2018, visando auscultar famílias e encarregados de educação de filhos com deficiência, Isabel Moniz destacou a necessidade de maior intervenção do governo e da sociedade civil para que a inclusão da pessoa com deficiência seja uma realidade em Cabo Verde.

Disse que a situação no país ainda não é o desejado, porque, ainda existem muitas barreiras para ultrapassar, apontando a insuficiência de oportunidades no acesso a saúde, educação especial, entre outros serviços, como as principais preocupações.

O acompanhamento de pessoas com deficiência na escola para aprendizagem, terapia a nível de hospitais, subsídio de deficiência, a cobertura a nível do sistema de previdência social, isenção de pagamento de consulta, transporte, acessibilidades, são entre outras preocupações apontadas pela Isabel Moniz, que pediu mais intervenção das organizações públicas e privadas.

A criação ou instalação de serviços de reabilitação para quem nasceu com deficiência e para as pessoas que no decorrer da vida poderão contrair uma deficiência, melhoria das leis, são outras questões que precisam de respostas, salientou a presidente da Colmeia.

A clarificação por parte do governo sobre a cobrança de consultas e taxas para pessoas com deficiência nas estruturas de saúde, preocupações manifestadas durante os encontros com as autoridades de saúde, são outras inquietações.

Segundo Isabel Moniz, estas questões têm sido colocadas à Colmeia, que por sua vez, tem levado estas preocupações aos poderes públicos, sob forma de trabalhar com as áreas transversais que lidam com esta matéria na procura das respostas sobre estes assuntos.

“A resposta que temos para estas questões em Cabo Verde são insuficientes. As queixas surgem da parte dos pais que vivem nos centros urbanos, imaginem nas zonas rurais”, salientou Isabel Moniz.

Cabo Verde deve pensar na inclusão no seu todo e mudar de paradigma e de mentalidade. Deve criar estruturas e respostas para todos a nível da saúde, da educação, da protecção social e medidas legais que vão ao encontro das respostas das populações, disse Isabel Moniz.

A Colmeia trabalha com  famílias com várias patologias: Dificuldades específicas de aprendizagem (Dislexia, Disgrafia, Discalculia, transtornos especifico de linguagem); deficiências sensoriais (auditiva e visual); deficiências intelectuais (síndrome de down), altas habilidades intelectuais e sobredotados; Transtorno por Deficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (TDAH); Deficiência física- motora, Paralisia Cerebral, Transtornos de Espectro Autista (TEA); Transtorno Global de Desenvolvimento, Deficiência múltipla e Microcefalia.

JL/CP

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