Associação Colmeia assinala quatro anos à procura de soluções para as famílias das crianças com deficiência

Cidade da Praia, 14 Abr (Inforpress)- A Associação de Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais (Colmeia) assinalou hoje os quatro anos de existência, mas ainda com o anseio de encontrar as soluções para os problemas enfrentados pelas famílias.

Esta afirmação foi proferida pela presidente da Colmeia, Isabel Moniz, durante uma reunião com as famílias dessas crianças, com a primeira-dama e madrinha desta associação, Lígia Fonseca, e com o representante do Hospital Agostinho Neto.

Este encontro, segundo disse, é para que as famílias possam ter oportunidade de relatar as dificuldades e as barreiras que têm encontrado para criar essas crianças.

Para a maioria dessas famílias, a principal preocupação continua a ser a inclusão, melhores condições nas escolas para receber essas crianças, demora na consulta de especialidades e falta de recurso para custear as despesas com as consultas.

Reforçando os anseios, a presidente da Colmeia apontou ainda problemas de sensibilização da população, uma vez que essas famílias sofrem discriminação por terem filhos com deficiência, problemas com a terapia, subsídio de deficiência, sobretudo nos casos relacionados com a deficiência intelectual e problema de aprendizado e avaliação dessas crianças nas salas de aula.

Em relação ao Instituto Nacional de Previdência Social, disse que uma das dificuldades é que este sistema comparticipa com apenas 50 secções de fisioterapia por ano, o que não é suficiente, e que ainda não há qualquer comparticipação em outras áreas, como fonoaudiologia e acompanhamento psicopedagógico.

“Naturalmente, para quatro anos da colmeia, para quem está à frente e que ainda está à procura de respostas há quatro anos, não podemos dizer que estamos felizes, mas também não podemos dizer que não demos algum passo”, sublinhou.

Isabel Moniz informou que dentro de dias, a Colmeia vai ter um gabinete para dar respostas às famílias e que vão continuar a contar com apoio de um neuropsicológico, psicológicos e técnicos de educação especial.

Depois de auscultar as preocupações dos familiares e da Colmeia, Victor Costa, em representação do Hospital Agostinho Neto, disse que o hospital está interessado em apoiar a Colmeia na recuperação dessas crianças, por isso vão colaborar naquilo que for possível.

“Há certas situações que podemos apoiar essas famílias, nomeadamente com consultas, exames. O nosso objectivo é criar um protocolo entre associação e o hospital e analisar os já existentes, para ver a possibilidade de adaptar e acrescentar outras valências, para melhorarmos o nosso campo de actuação”, disse.

AM/JMV

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