São Miguel: Assembleia Municipal aprova proposta de criação da Região Administrativa Santiago Norte

Calheta, 11 Set (Inforpress) – A Assembleia Municipal de São Miguel aprovou hoje com votos favoráveis da bancada do MpD  e abstenção  do PAICV a proposta de criação da Região Administrativa de Santiago Norte.

A proposta da bancada do Movimento para a Democracia (MpD, no poder) mereceu algumas críticas por parte do líder da bancada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Alcides Furtado, justificando que a atenção não é contrariar a regionalização, mas sim contestar e protestar sobre a “falta de clareza” das questões ligadas a esta proposta.

Segundo o líder da oposição, esta é uma “proposta duvidosa” e “parece ser uma manobra perigosa”, por entender que tudo isso vai na “contra-mão da democracia”.

“Pelo respeito às leis da República, a proposta do PAICV, submetida ao Parlamento, também deveria ser discutida pela Assembleia Municipal de São Miguel”, concretizou Alcides Furtado.

Conforme disse, a sua bancada entende que o Governo e a Assembleia Nacional “não devem nunca diferenciar” assembleias municipais em tratamento na entrega de documentação, sabendo que nos outros concelhos fez-se duas propostas municipais e estes receberam as duas (do MpD e do PAICV) para a votação, enquanto em São Miguel receberam somente a proposta do Governo.

Por seu turno, o líder da bancada do MpD, Francisco Sanches, disse acreditar que a proposta do Governo vai trazer um “grande ganho” no desenvolvimento económico da Região Santiago Norte e do concelho.

Disse ainda que a proposta vai garantir uma “maior estabilidade política, económica e social” e que vai gerar uma “maior oportunidade” de “criação de riquezas,  emprego e rendimento”, e vai ainda promover uma “maior inclusão social e valorização” das especificidades naturais, patrimoniais e culturais de cada região e de cada município.

A bancada do MpD, reiterou, votou a favor da proposta por a mesma reforçar a capacidade de intervenção dos municípios na promoção do desenvolvimento local, a coesão nacional, enquanto “factor essencial” para a libertação das energias locais, e por criar “sinergias e parcerias regionais tão importantes” para o desenvolvimento económico, social e cultural de Cabo Verde.

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