Artur Correia promete consolidar “ganhos conseguidos” e alcançar “novos patamares” na saúde

Cidade da Praia, 23 Ago (Inforpress) – O novo director Nacional de Saúde prometeu “fazer de tudo” para consolidar os ganhos conseguidos e alcançar novos patamares da saúde em Cabo Verde, afirmando que a humanização dos serviços deverá ser incrementada em todas as estruturas.

Artur Correia falava, na cidade da Praia, durante o acto de tomada de posse como novo director Nacional de Saúde, e reconheceu que as expectativas e as responsabilidades relativamente à nova missão “são elevadas”.

Conforme disse, há necessidade de se resgatar a solidariedade a nível do Sistema Nacional de Saúde, priorizar a prevenção, protecção e vigilância da saúde e dar uma “especial atenção” a preparação e respostas contra as epidemias e catástrofes em Cabo Verde.

Ao assumir o cargo de director Nacional de Saúde, Artur Correia garantiu que serão promovidas intervenções de proximidade nas comunidades, através das estruturas descentralizadas do Ministério da Saúde, tendo sublinhado que serão desenvolvidas “parcerias estratégicas” com toda a sociedade cabo-verdiana, em prol de uma “saúde de qualidade” em Cabo Verde.

Apontou  o desafio da eliminação do VIH de mãe para filho no universo 2020 como um dos “grandes desafios” da Direcção Nacional de Saúde, e destacou, por outro lado, que deve haver uma responsabilização de toda a população no processo sanitário do país.

“Temos que promover a humanização quer na perspectiva do utente, mas também na perspectiva dos profissionais de saúde, atacando os principais problemas de saúde que afectam o país, através dos programas nacionais que nós temos, entre outros aspectos queremos motivar e dialogar com o pessoal e implementar o sistema de segmentos das acções a nível nacional”, referiu.

Por seu lado, o ministro da Saúde e Segurança Social, Arlindo do Rosário, afirmou que desafios importantes se colocam ao Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente a eliminação do paludismo e eliminação de transmissão vertical do VIH mãe-filho, frisando, neste sentido, que o novo director tem sob a sua responsabilidade a implementação das principais medidas para o sector da saúde em Cabo Verde.

Conforme referiu, em 2017 os cabo-verdianos tiveram acesso “a mais médicos e medicamentos, a mais consultas hospitalares e mais cirurgias” e com tempo de espera “progressivamente menor” do que em anos anteriores, uma realidade que, segundo o ministro, querem manter para os próximos anos.

Entretanto, disse que a transferência ou transporte de doentes entre as ilhas e a segurança transfusional nacional continuam a ser pontos que precisam de “atenção particular”, afirmando que a Direcção Nacional de Saúde deve reforçar a sua capacidade de gestão e liderança junto dos serviços para acompanhamento e avaliação do grau de implementação das actividades.

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