Arquivo Nacional vai refazer em Portugal o projecto de resgate dos documentos históricos do País (c/áudio)

Cidade da Praia, 06 Dez (Inforpress) – O conversador do Arquivo Nacional de Cabo Verde (ANCV), Martinho Brito, anunciou hoje que estão a diligenciar o projecto de resgate dos documentos da História de Cabo Verde que estão depositados no Arquivo de Portugal.

A informação foi avançada esta quinta-feira à imprensa, pelo conservador do ANCV durante uma conferência de imprensa onde apresentou as actividades programadas no âmbito da comemoração dos 30 anos desta instituição, que se assinala a dia 31 de Dezembro.

Uma das missões do arquivo é de resgatar os documentos da História de Cabo Verde, pois, o grosso de toda a documentação está em Portugal e nos Estados Unidos da América, mas ainda há documentos em Paris e Espanha, informou Martinho Brito.

Conforme este responsável, o processo de recuperação em Portugal iniciou em 2012, mas é necessário reavaliar este projecto, porquanto, numa primeira fase uma técnica do arquivo deslocou-se a Portugal para dar início ao processo de digitalização, mas não foi concluído.

Neste sentido, informou que nas primeiras semanas de Janeiro vão retomar em Lisboa as parcerias com a Torre do Tombo e com o Arquivo Histórico Ultramarino, respondendo à orientação do Governo no sentido de se refazer esse programa.

“Um dos projectos prioritários é o resgate. Torre do Tombo e o Arquivo Histórico Ultramarino têm estado a colaborar com Cabo Verde no sentido de devolver ao país todos os documentos que têm a ver com Cabo Verde, já digitalizados” afirmou.

Para o conservador do ANCV, a conclusão desse resgate será uma mais-valia para o país, porque, conforme disse, o “Arquivo Histórico estaria em condições de responder às perguntas colocadas pelos investidores, jornalistas e os demais cidadãos interessados”.

Conforme explicou ainda, este processo, para além de digitalização dos documentos passa também pela produção de cópias de todos os documentos em formato papel.

Martinho Brito, admite, no entanto, que só depois dessa deslocação a Portugal é que poderão informar, concretamente, em que moldes será feito a alteração do projecto.

AM/FP

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