ANCV comemora 30º aniversário com lançamento da logomarca, conversa aberta e uma homenagem à morna (c/áudio)

Cidade da Praia, 06 Dez (Inforpress) – O Arquivo Nacional de Cabo Verde (ANCV) assinala no dia 31 deste mês o seu trigésimo aniversário, com lançamento de uma nova logomarca, realização de oficinas, conversa aberta e homenagem à morna.

A informação foi avançada hoje em conferência de imprensa, pelo conservador Martinho Brito, justificando que apesar da data do aniversário ser no dia 31 de Dezembro, o ANCV antecipou as actividades para os dias 13 e 18, como forma de dar visibilidade a essa comemoração.

Sob o lema “30º aniversário do ANCV- Entre o tudo guardar e nada a perder”, a ideia era organizar uma programação mais alargada com actividades inéditas, mas conforme disse, devido à falta de verbas e tempo as suas acções foram limitadas.

Neste sentido, está agendada, para o dia 13, uma “oficina educativa de conhecimento documental”, dirigida aos formados do curso de Secretariado Executivo, no âmbito do módulo técnicas de Arquivo, e uma outra “oficina educativa de pesquisa de documentos”, dirigida a estudantes universitários.

Já no dia 18, o ponto alto das celebrações, está prevista uma conversa aberta à volta do Arquivo, em que será presidida pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente.

No primeiro painel, disse, vão falar sobre o “Arquivo Nacional de Cabo Verde” em que os historiadores e arquivistas vão fazer uma abordagem vista de dentro, relativamente ao percurso da instituição, as fontes e os procedimentos.

No segundo painel “O Arquivo Nacional de Cabo Verde na convergência com outras instituições”, os investigadores e usuários do arquivo vão debater sobre a importância da base documental e informativa existente quer no ANCV, quer noutras instituições parceiras.

Segundo o conservador Martinho Brito, nesta conversa vão ouvir ‘inputs’ dos fundadores da ANCV, para que possam traçar o caminho percorrido, saber como estão actualmente e aonde vão e quais os desafios.

“Nós defendemos que qualquer Governo de Cabo Verde deva investir, seriamente, no Arquivo e o nosso desafio até 2030 é de criar de raiz uma sede e dar um salto na era de digitalização, apostar na formação dos técnicos para trabalhar na oficina de restauro”, indicou.

Para o conservador, sendo o Arquivo uma instituição que não só serve para guardar documentos antigos e importantes, mas sim um espaço de promoção de conhecimento, os historiadores que vão relançar o quarto volume da História Geral de Cabo Verde devem recorrer ao Arquivo de Cabo Verde, em vez da congénere em Portugal.

“O grosso dos fundos que constitui a história geral de Cabo Verde está no arquivo”, frisou.

A programação será encerrada com um concerto intimista em comemoração ao Dia Nacional da Morna, 03, na sequência da sua candidatura a património imaterial da humanidade, com o mestre Candinho e banda.

Ainda é esperada a actuação da banda Pentagrama e do coro da Cesária Évora Academia.

AM/ZS

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