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ANAS vai avançar com trabalhos de construção e reabilitação de reservatórios, poços, nascentes e galerias  

Cidade da Praia, 12 Fev (Inforpress) – A Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANAS) vai avançar com os trabalhos de construção e reabilitação de reservatórios e condutas de água, poços, nascentes e galerias para melhorar a disponibilidade água em Cabo Verde.

Para tal, vai lançar, esta semana, o concurso para a selecção das empresas que vão executar as obras e ainda para o fornecimento de equipamentos como bombas submersíveis, motores elétricos, painéis solares e máquinas móveis de dessalinização de águas salobras.

A informação foi avançada hoje em conferência de imprensa pelo presidente do conselho de administração (PCA) da ANAS, Miguel Moura, que sublinhou que o país passa, neste momento, por uma crise hídrica sem precedentes, tendo reduzido significativamente a disponibilidade água na sequência da seca que afecta o país.

“As reservas de água encontram-se muito próximas do seu limite de exploração e, prova disso é que os volumes de água nos principais reservatórios estão muito abaixo dos valores habituais para o presente período ano”, disse indicando que os caudais que alimentam os principais aquíferos, furos, poços e nascentes foram extramente insuficiente.

Para exemplificar, apontou o caso de Santiago, maior ilha agrícola, em que o volume que representa a disponibilidade hídrica subterrânea é de apenas 287 metros cúbicos por habitante ano, o que corresponde a dois quintos do valor indicativo recomendado pelas Nações Unidas.

Nas albufeiras das barragens o volume de água armazenado é inferior a 3,6 por cento (%) da respectiva capacidade.

“Em consequência disso, o país não consegue satisfazer, neste momento, metade do consumo desejado para as necessidades agrícolas”, salientou o PCA da ANAS.

Miguel Moura lembra que, para fazer face aos efeitos nefastos dessa crise hídrica, o Governo decidiu implementar um conjunto de acções tendentes a solucionar alguns dos problemas mais urgentes, nomeadamente o reforço da adução e da distribuição de água, o aumento da disponibilidade de água para agricultura e a criação de normativos específicos que regulamentam o uso racional da água em situação de escassez.

Neste sentido, indicou que estão previstas a reabilitação de 34 fontes de água e 43 reservatórios, devendo ser construídos mais 19 novos reservatórios. Cento e dois poços vão ser reabilitados e 41 furos equipados com painéis solares.

Igualmente previstos estão a construção de 35 sistemas de adução de água, devendo 15 dos existentes serem reabilitados, bem como a construção e reabilitação de bebedouros e instalação de sistema de rega gota-a-gota.

Relativamente ao uso racional de água, frisou que o Governo já aprovou a resolução que declara emergência hídrica, a qual prevê uma série de medidas de restrição do uso, bem como incentivos à poupança.

Para que as medidas anunciadas surtam efeitos positivos, a ANAS recomenda aos agricultores a adopção de práticas que promovam a poupança e economia de água, nomeadamente o uso de rega gota-a-gota, culturas de ciclo vegetativo curto, e culturas agrícolas de maior rendimento económico.

Aos utentes e consumidores aconselha medidas generalizadas de poupança de água.

A ANAS anunciou ainda algumas medidas restritivas ao direito de uso, nomeadamente a proibição de emissão de novas licenças para a abertura e exploração de novos furos cuja água é destinada à irrigação pelo método de alagamento e a proibição da emissão de novas licenças visando o aumento, seja dos caudais iniciais como do tempo de exploração e bombagem.

Por outro lado, avançou que está também proibido o aumento ou ampliação da área irrigada e a ampliação dos calendários de rega nos perímetros irrigados actuais.

Miguel Moura salientou que o resta, neste momento fazer, é melhorar a gestão dos recursos existentes por forma garantir que o país saia da melhor forma possível dessa crise hídrica.

MJB/CP

Inforpress/fim

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