Água e saneamento demandam bastantes investimentos e trabalho das empresas na área do ambiente – ministro

 

Cidade da Praia, 28 Nov (Inforpress) – A água e saneamento são sectores que demandam bastantes investimentos e que também podem requerer bastante trabalho das empresas no domínio do ambiente em Cabo Verde, afirmou hoje na Cidade da Praia, o ministro da Agricultura e Ambiente.

Estes investimentos podem necessitar do trabalho das empresas a nível da prestação de serviços no âmbito de consultorias ligadas à identificação, elaboração, avaliação e execução de projectos no domínio do ambiente, disse Gilberto Silva, no final da cerimónia de abertura do seminário “Portugal-Cabo Verde: Uma Parceria para o Ambiente”.

Segundo Gilberto Silva, os desafios de Cabo Verde a nível da conservação da natureza, da gestão dos riscos ambientais em vários domínios exige a criação de espaço suficiente para que haja parcerias pública/privadas e entre as entidades públicas a nível do ambiente no país.

“Pelo nível dos investimentos que Cabo Verde vai ter que fazer nos próximos tempos precisamos de um montante de cerca de 35 milhões de euros por ano, durante 20 anos para corrigirmos aquilo que é considerado normal em termos de abastecimento de água no país”, informou o ministro.

Os investimentos no sector da água incluem, necessariamente, o seu tratamento, a sua reutilização e injecção na economia, sobretudo no domínio de agricultura, que consome cerca de 70 por cento da água no país, sublinhou.

A aposta nas áreas da gestão de resíduos, tratamento de águas e saneamento, reciclagem, entre outras, são outros propósitos do governo, avançou Gilberto Silva, aos jornalistas.

“Temos igualmente o desafio da conservação da biodiversidade, não só através da rede bastante extensa das áreas protegidas terrestres e marinhas, que implicam uma capacidade de gestão a altura que ainda não temos”, apontou.

Gilberto Silva disse, entretanto, que o desafio maior de Cabo Verde é a adaptação às mudanças climáticas em todos os domínios, mas que se faz sentir muito mais a nível de agricultura.

“Os nossos desafios são enormes no domínio do ambiente. Vamos continuar também a apostar fortemente nas energias renováveis, se quisermos atender os compromissos internacionais”, defendeu o governante.

O seminário foi promovido pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), em parceria com o Ministério da Agricultura e Ambiente.

Durante o seminário, serão apresentados aos responsáveis de instituições e empresários e investidores nacionais, bem com estrangeiros, as ofertas de Portugal no sector do ambiente, nomeadamente nas áreas da gestão de resíduos, tratamento de águas e saneamento, reciclagem, entre outras, e, desta forma, propor soluções concretas que possam vir a ser implementadas em Cabo Verde.

O sector da água e saneamento em Cabo Verde e a apresentação da Estratégia Ambiental em Cabo Verde – Prioridades e Investimentos, são alguns temas a serem apresentados no encontro.

Da parte de Portugal, será apresentada a evolução dos sectores da água e dos resíduos e partilhada a experiencia empresarial no sector do ambiente.

No final da sessão está prevista uma ronda de reuniões entre as empresas portuguesas participantes e as entidades cabo-verdianas interessadas.

JL/CP

Inforpress/Fim