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Académico cabo-verdiano no Rio de Janeiro defende “maior aproximação” de Cabo Verde ao Brasil

 

*** Por Américo Antunes, da agência Inforpress, no Rio de Janeiro ***

Rio de Janeiro, Brasil, 07 Dez (Inforpress) – João Evangelista Monteiro nasceu em Fontainhas (Santo Antão) é hoje professor doutor e coordenador do Departamento de Economia do Turismo na Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro, e quer uma “maior aproximação” Cabo Verde-Brasil.

A história de Broncas, como é também conhecido entre os amigos, é idêntica a de alguns cabo-verdianos que vieram estudar no Brasil e que, mais por “uma circunstância da vida” do que um “planeamento para ficar”, constituíram família, progrediram na carreira e por aqui se mantém.

“Poucos ficaram, aqui no Rio, da minha época somos quatro ou cinco, e no meu caso constitui família, mas a ideia quando você chega é regressar a Cabo Verde”, justificou.

Hoje, para além de chefiar o Departamento de Turismo da UFF há já quatro anos, coordena o Observatório do Turismo da mesma universidade e trabalha ainda com as áreas das finanças, mercado monetário e financeiro.

Mas, Broncas faz parte também do mestrado de Turismo na UFF, que ajudou a criar, e encontra-se a trabalhar para conseguir duas vagas por ano para estudantes de Cabo Verde que queiram fazer o mestrado na área da Economia do Turismo ou outra.

“Deveria haver uma maior aproximação de Cabo Verde ao Brasil, pois acho que o Brasil tem muito a oferecer em experiência a Cabo Verde, país que se identifica com o estilo de vida do brasileiro, pelo que os governos deveriam aproveitar nós que estamos aqui para funcionar como pontes”, expressou do alto da sua vivência carioca.

Ademais, recorda, há algum tempo que não vai a Cabo Verde, mas realça a “vontade de participar um pouco mais” no processo de desenvolvimento do país.

“De qualquer forma vim para o Brasil estudar porque o Governo tinha e ainda tem esta perspectiva de dar formação para o seu povo”, ajuntou, reforçando a ideia e o querer retribuir o investimento que o arquipélago nele depositou.

Até porque, lembra, participou em 2007/2008 com o consultor Paulino Dias na elaboração do primeiro Plano Estratégico de Turismo, altura em que se deslocou por três a Cabo Verde no âmbito do estudo, mas que depois, sintetizou, “não houve qualquer sequência com outros projectos”.

“Gostaria de participar um pouco mais, acho que o Governo de Cabo Verde e as câmaras municipais deveriam aproveitar mais os quadros aqui radicados, até pelo facto de quererem ver Cabo Verde desenvolvido, progredindo, mas também por conhecer a realidade cabo-verdiana temos muito a contribuir nesse processo”, ajuntou.

Neste momento, João Evangelista Monteiro, na qualidade de coordenador do Observatório de Turismo da UFF, que trabalha com “vários temas” relacionados com o turismo, chefia a aplicação prática de um projecto da cadeia produtiva do turismo do Rio de Janeiro.

O objectivo, assinalou, é fazer uma avaliação da cadeia produtiva dos quatro municípios mais importantes no turismo no Rio de Janeiro (Búzios, Parati, Angra e Petrópolis) e mapear se o dinheiro que o turista gasta no município fica lá gerando emprego, renda e impostos, porque “é isso que a gente quer”.

Extrapolando, por exemplo, para Cabo Verde, o entrevistado da Inforpress diz que é preciso saber se o dinheiro que o turista gasta em Cabo Verde fica lá, pois, sustentou, quando se trabalha com operadores internacionais, por exemplo, o dinheiro entra, mas ele acaba saindo com esses mesmos operadores.

“É por isso que existe a perspectiva de desenvolvimento do turismo, mas com base em pequenos negócios, ou seja, negócio local, produto local, como forma de inserção da população local nesse processo do desenvolvimento do turismo”, sintetizou.

Por isso, advogou, Cabo Verde deveria olhar mais para essas parcerias com o Brasil, que tem um povo que se identifica com o cabo-verdiano, e o contrário também é válido.

“Acho que aqui no Brasil há muita coisa que poderia ser utilizada como referência nesse processo de desenvolvimento na área do turismo”, precisou.

O percurso escolar/académico de João Evangelista Monteiro passou por Santo Antão, onde concluiu o ciclo preparatório, por São Vicente onde fez os então curso geral e curso complementar (ex-7º ano) e ainda o 12º ano, e pelo Brasil.

“Em 1993 consegui a bolsa para vir estudar Economia no Brasil, na Universidade Federal Fluminense (UFF), terminei o curso em 1998, no mesmo ano fiz um concurso para mestrado, passei e conclui o mestrado em 2001 e, na sequência, fiz o doutoramento na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sempre na área da Economia”, pontifica.

Questionado se pensa regressar e fixar-se em Cabo Verde, Broncas responde com um ambíguo “nunca se sabe”, a não ser, justifica, que surja uma proposta de trabalho em que pudesse ir, ficar uns dois/três anos no arquipélago, e depois regressar.

“Mas neste momento é difícil por causa dos meus filhos, com 15 e 17 anos, talvez quando estiverem encaminhados sim, até porque a minha esposa, brasileira, gosta muito de Cabo Verde”, acentuou.

Recorda, no entanto, que já teve uma proposta para a vice-reitoria da Universidade de Cabo Verde, que era “muito boa”, até pensou, na época, em regressar, mas como se tratava de “cargo político, largar tudo e partir seria um risco” e recusou.

“Se aparecesse hoje, quem sabe”, lançou em jeito de despedida.

AA/FP

Inforpress/Fim

 

 

 

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