Abraão Vicente quer ambição e autoridade de Jair Fernandes na gestão do Instituto do Património Cultural

 

Cidade da Praia, 01 de Ago (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, quer ambição, autonomia, capacidade e autoridade do novo presidente do Instituto Património Cultural (IPC), Jair Fernandes, em gerir e valorizar os recursos humanos do instituto.

Durante a tomada de posse do novo presidente do IPC, o governante disse que a missão de Jair Fernandes passa por ganhar um espaço na sociedade civil, no debate sobre o património e sobre a conservação e gestão dos museus, revendo a legislação, tanto no quadro dos museus e sua conservação para estacar a degradação do património construído na zona classificada de património da humanidade.

O ministro exige que essa autonomia e autoridade vão até ao limite daquilo que lhe compete como presidente do instituto para evitar “as maiores violações e os mais graves problemas tidos neste momento, que é o desrespeito pelo património”.

Disse ainda esperar que esta presidência tenha o dom de congregar esforços por parte dos técnicos e conseguir através da sua influência trazer a Polícia Nacional e a Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago, para um diálogo em conjunto para poder fazer as mudanças necessárias.

Em relação aos museus, Abraão Vicente considera que é ambiciosa a reunião preliminar feita no sentido de predefinir os museus, requalifica-los e fazer investimento nos próximos três anos de mandato que faltam e projetando-os para patamares internacionais.

Por sua vez, o novo presidente do Instituto do Património Cultural, Jair Fernandes, indicou que que se trata de um “grande desafio” porque, no seu entender, falar do património em Cabo Verde requer a mudança de atitude a todos os níveis, priorizando também a valorização dos recursos humanos do instituto.

Promete alavancar e dinamizar a instituição que “tradicionalmente é tida como uma instituição conservadora devido aos seus conceitos” e alerta para que os recursos humanos sejam valorizados e cultivados de forma a poder recupera-los a tempo e hora.

Apontou também para a necessidade de implementar algumas medidas estruturantes, sobretudo, no que diz respeito à legislação, bem como a dinamização dos centros históricos e dos museus tronando-os num activo económico, “num momento em que se fala muito do turismo” fazendo a ligação entre o turismo e o património e a própria cidadania e o património.

Jair Fernandes, antigo curador da Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago, substitui Charles Akibodé na presidência do Instituto do Património Cultural, que foi afastado do cargo a 30 de Junho passado pelo ministro Abraão Vicente quase um ano depois do início do exercício das suas funções.

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