A luta contra HIV/SIDA no país é exemplar e tem conseguido resultados positivos – Artur Correia (c/áudio)

Cidade da Praia, 03 Set (Inforpress) – O director Nacional da Saúde classificou hoje a luta contra HIV/SIDA no país de “exemplar”, por demonstrar que os resultados conseguidos, devido as abordagens implementadas em termos da saúde, são “muito eficazes” .

Artur Correia, que falava na cerimónia de abertura da acção de formação destinada aos prestadores de cuidado de saúde em estratégias de comunicação sobre “HIV & Deficiência”, disse ainda que esta luta tem sido feita numa perspectiva “multissectorial, pluridisciplinar e inclusiva” e numa óptica de melhor coordenação seguida no Plano Nacional de Luta contra HIV/SIDA.

“Todos juntos, temos levado a bom porto essa luta. Resultados têm sido (…) positivos e, neste momento, temos condições de dizer que conhecemos melhor a dinâmica da epidemia em, praticamente, todos os grupos vulneráveis”, disse.

Conforme o director Nacional da Saúde (DNS), a existência de diferentes estudos na vertente bio-comportamental tem levado o serviço a confirmar uma tendência na diminuição da transmissão nos grupos vulneráveis (trabalhadores de sexo, usuários de droga e homens que fazem sexo com homens).

De acordo com Artur Correia, os resultados positivos têm sido conseguidos através da estratégia de proximidade e de pares educadores.

O responsável anunciou que brevemente o país vai ter os resultados do IDSR-III que vão servir para actualizar os dados a nível nacional do HIV/SIDA, sublinhando que os resultados deste ano vão estar disponíveis este mês.

Informou ainda que a nível regional, Cabo Verde se situa em lugares de destaque, tanto no acesso ao tratamento como na prevenção de transmissão vertical, o que faz com que o resultado leva o país a pensar na eliminação da transmissão de mãe para filho no horizonte 2020.

Por sua vez, presidente da Associação Cabo-verdiana para a Protecção da Família (Verdefam), Eldelfride Barbosa, teceu algumas considerações sobre a formação e o projecto Fronteiras e Vulnerabilidades face ao HIV/SIDA na Costa Ocidental Africana (FEVE), implementado pela Verdefam, Morabi e Cruz Vermelha de Cabo Verde.

“Trata-se de projectos inovadores que, no âmbito das suas intervenções, dão respostas às questões relacionadas com os direitos humanos, direitos sexuais e saúde sexual reprodutiva, inclusão social e as vulnerabilidades associadas a capacidade física”, disse.

Segundo Eldelfride Barbosa, o objectivo primordial de todo este processo vai permitir que se consiga pôr fim à epidemia no horizonte 2030, através dos três 90, e servir, no país, para que os diferentes sectores reforcem a sua capacidade de coesão.

Já para o representante do Programa Africa Cabo West da Humanité & Inclusion, Cabo Verde, a nível do continente, é um país pioneiro que identifica pessoas com deficiência como um grupo prioritário no seu novo Plano Estratégico de Luta contra a Sida.

A acção de formação destinada aos prestadores de cuidado de saúde em estratégias de comunicação sobre “HIV & Deficiência”, que decorre na capital do país de 03 a 07, é fruto de uma parceria entre a Verdefam, Cruz Vermelha e a Humanité & Inclusion.

A formação, que acontece no âmbito do projecto Fronteiras e Vulnerabilidades face ao HIV/SIDA na Costa Ocidental Africana (FEVE), visa promover a redução da transmissão do HIV/SIDA, bem como medir o impacto da epidemia no seio do referido grupo.

A Humanité & inclusion é uma ONG que, em conjunto com os seus parceiros, tem vindo a implementar um projecto regional intitulado “HIV e Deficiência”, cujo objectivo principal é contribuir para a redução de novas infeções por HIV de pessoas com deficiência.


PC/JMV
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