Sal: Líder da UCID “decepcionado” com procedimento dos responsáveis da Polícia Nacional que inviabilizou visita ao Comando

Espargos, 29 Mai (Inforpress) – O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) manifestou-se hoje “decepcionado” com o procedimento dos responsáveis do Comando da Polícia Nacional, no Sal, com quem tinha agendado uma visita, entretanto, invalidada sem que tivesse sido contactado.

António Monteiro que lidera a delegação composta por mais dois deputados da Nação do seu partido nesta visita de três dias ao Sal, com foco na questão de segurança, disse que o Comando Regional da Polícia Nacional era, de facto, uma das instituições que queria visitar para poder ouvir “da boca dos responsáveis”, quais as razões que poderão estar por detrás deste sentimento de insegurança da população.

“Marcámos o encontro, mas para nosso desagrado, profundo desagrado mesmo, chegamos aqui e fomos avisados que o senhor comandante regional não está, que o senhor comandante-adjunto também não está (…) para remarcar a visita para uma outra altura. Isso não é aceitável porque tiveram todo o tempo do mundo para nos avisar atempadamente que não seria possível”, censurou.

Perante o constrangimento, António Monteiro questiona se a insegurança, no Sal, tem ou não a ver com a forma como os serviços estão organizados.

“Essa é uma pergunta de fundo que caberá a quem de direito responder. Nós não somos bonecos. Somos representantes da Nação, viemos cá para discutir e ouvir sobre a questão que preocupa os salenses, e não admitimos esta grande falta de respeito”, disse.

Nesta medida, considerando a segurança o “maior trunfo” para o desenvolvimento de Cabo Verde e da ilha do Sal, em particular, o líder do partido democrata-cristão assegurou que todos os contributos que enquanto deputados puderem dar ou discutir com os responsáveis seriam “valiosos” para a ilha e o país.

“Lamentamos, mas queremos exigir alguma explicação ao senhor ministro para nos informar as razões dessa situação, porque não se pode admitir que isso esteja a acontecer num país e numa ilha em que a segurança, infelizmente, tem estado em cima da mesa pelas piores razões”, notou.

“É um descaso. Admite-se que o comandante não esteja, admite-se que o comandante adjunto não esteja, mas já não se admite que os dois estejam ausentes da ilha ao mesmo tempo, quando se sabe a situação que a ilha vive, neste momento, em termos de segurança”, frisou.

António Monteiro, para quem a situação é “extremamente grave”, espera que o ministro da Administração Interna venha dar uma explicação pública sobre este acontecimento.

SC/AA

Inforpress/Fim